Posts Tagged ‘família’

BAILINHO DE CARNAVAL INFANTIL

21/01/2016

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O PÁSSARO GIGANTE E A FLECHA ENCANTADA

06/11/2015

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A peça contando a antiga história de um arrogante rei que se vê em apuros por causa do surgimento de um imenso pássaro que pousa sobre o teto de seu palácio e do valente guerreiro Oxotocanxoxô, que salva o reino de uma maldição ao vencer o pássaro gigante utilizando uma única flecha.

Baseada em uma lenda dos povos da África, a montagem se vale de efeitos de sombra, músicas inéditas e ações interativas para tocar em questões como ancestralidade e respeito aos mais velhos, com o auxílio de projeções de imagens criadas pelo artista visual Artur Soares, conduzindo os espectadores para o lugar de origem da narrativa: o diverso continente africano. Adereços e figurinos mesclam tecidos e elementos inusitados como grãos de feijão, arroz, lentilha, milho, quiabo e pimenta, que formam imagens coloridas dispostas em colares e arranjos de cabeça caracterizando os diversos personagens.

Vamos lá:

Quando: Estreia dia 7 de novembro. Temporada: dias 08, 14, 15, 28 e 29 de novembro (sábados e domingos).

Horário: às 16h.

Onde: Espaço Xisto Bahia (Rua General Labatut, nº 27, Barris).

Valor: R$ 30 e R$ 15 (meia).

Classificação livre. Recomendados para crianças a partir de 4 anos.

MÊS DA CRIANÇA – CASA DE JORGE E ZÉLIA NO RIO VERMELHO COM PROGRAMAÇÃO INFANTIL

02/10/2015

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MÊS DA CRIANÇA – FEIRA DE TROCA DE BRINQUEDOS E LIVROS

02/10/2015

FEIRA DA TROCA DE BRINQUEDOS

Brincar com liberdade e criatividade é um direito de toda criança. E esse brincar nem sempre precisa estar vinculado ao consumo de brinquedos. Para provocar essa reflexão sobre o consumismo infantil que envolve o Dia das Crianças, será realizada a 6ª Troca de Feira de Troca de Brinquedos e Livros, no dia 3 de outubro de 2015, sábado, às 9h, na Praça Flora.

Trocar é mais divertido que comprar: o objetivo principal da feira é promover um tempo e um espaço em que crianças e os pais possam vivenciar o verdadeiro sentido do brincar. A expectativa é deixar claro que a brincadeira está além da aquisição de brinquedos, especialmente neste momento do ano em que há um aumento expressivo da veiculação de mensagens publicitárias para o público infantil.

A Feira de Troca de Brinquedos e Livros é também uma oportunidade para conversarmos sobre excesso de consumo e desperdício, além de estimular o desapego aos bens materiais. A reflexão já começa antes mesmo da realização da Feira, quando a família seleciona os brinquedos que podem ser trocados. Nesse instante, os pais ou responsáveis podem conversar sobre a quantidade de brinquedos, aproveitando para mostrar os itens muito desejados e pouco utilizados e a importância deles perceberem a necessidade daqueles produtos serem mais bem aproveitados por outras crianças.

A Feira de Troca de Brinquedos e Livros: a promoção de feiras de troca surgiu em 2012, como uma ideia-convocação do Instituto Alana acolhida por pessoas, instituições e coletivos locais que já organizaram as feiras de troca de brinquedos em mais de 50 cidades brasileiras. Depois do grande sucesso das cinco últimas edições soteropolitanas, Salvador repete a dose de diversão, reflexão e exercício de desapego.

Na capital baiana, a organização do evento é conduzida por um grupo de mães, pais e cidadãos soteropolitanos, voluntários que almejam uma infância plena, mais inclusiva e menos consumista, que contam com a parceria de instituições públicas e privadas que priorizam a infância, o brincar e a inclusão. O evento contará com uma divertida programação que valoriza o brincar e a infância, desconstruindo a ideia da necessidade de consumir brinquedos novos para possibilitar a diversão infantil. A Prefeitura de Salvador apoia a Feira por meio da Limpurb. Já o Governo da Bahia reforça a segurança para evitar ocorrências durante o evento. As benfeitorias desta edição estão por conta do Movimento Infância Livre de Consumismo (Milc), Feiticeiras da Festa, Eureka Brincantes, Movimento Presença, Canastra Real e Escola Bike Anjo.

(texto feito pela organização do evento)

Vamos Lá:
6ª Feira de Troca de Brinquedos e Livros/Semana Mundial do Brincar
Data – 3 de outubro de 2015 – sábado
Local – Praça Flora – na Rua Guillard Muniz – Pituba
Horário – 09h às 11h

MÊS DA CRIANÇA – FESTIVAL XISTINHO

02/10/2015

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ESTAÇÃO DA LEITURA 2015 – TENDAS CONTADORAS DE HISTÓRIAS

31/08/2015

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Girassol, sala 24, na porta uma Princesa ou Deusa das Histórias nos convida adentrar. Do lado de lá um ambiente bem diferente, luz baixa, música tranquila e 5 tendas. Tudo começa assim:

Primeiro passo respirar e ouvir.  

Sejam bem-vindos ao espaço das Tendas Contadoras de Histórias

Nascemos no Mundo do Era uma vez e crescemos felizes para sempre…
Na verdade, Sempre que algum leitor nos visita…
Através do portal mágico que é aberto quando a sua voz conta uma história para uma criança, nós nos mantemos nesse mundo encantado…
Para fazer essa magia ouça com atenção:
Escolha nas nossas caixas de livros a história que você quer contar…
Escolheu?
Agora, segure a mão da criança que está ao seu lado e repita conosco:
-“Serei seu leitor e usarei minha voz como chave para abrir o mundo encantado das histórias para você.”

Segundo passo, as Tendas estão abertas, podem entrar !

Em cada tenda uma família e muitas histórias. Eu do lado de fora, uma curiosa jornalista fico só observando, vejo pela sombra mãe e filha num gesto de amor que me deixa comovida. A Mãe e a filha são Ivana e Sofia que se abraçam após ler o livro “Margarida Bem Me Quer” da escritora Deborah Kristel. “As tendas criam um ambiente mágico, é muito aconchegante, fica mais fácil se render a história” diz Ivana.

SOFIA

Na tenda ao lado, mãe, avó e  filho/neto. Dona Iraci, 71 anos, mora na cidade de Sobradinho, região norte da Bahia, como estava em Salvador fez questão de conhecer a escola do neto. A nora Isabela Santos, ex-aluna da Girassol e da professora Lozândia – a Princesa ou Deusa da Literatura – aproveitou a Estação da Leitura para apresentar a escola para a Dona Iraci que ficou encantada com as Tendas. “Sempre gostei de ler para os meus filhos, às vezes lia em volta da fogueira lá no interior, agora posso ler para o meu neto, e neste lugar dentro de uma tenda, me deixou ainda mais feliz e nostálgica” explica Dona Iraci. Para o filho/neto Cauã, do 1º ano, este foi um momento de reunir a família e de carinho com a mamãe e a vovó.

VOVO

A Tenda Contadora de Histórias foi uma criação da professora Lozândia Alcantara e da coordenadora de eventos da Girassol e escritora Liris Letieres que explica a ideia principal das Tendas “inicialmente criamos essas tendas como um momento intimista entre a família, o adulto é o responsável pela leitura, então logo percebemos que esse momento não poderia ser como uma oficina que tem tempo pra acabar, cada família iria administrar o seu tempo, livre para conduzir o ritmo da leitura. Depois era hora de criar um ambiente acolhedor, veio a ideia da luz baixa, da música e uma apresentação do que viria a seguir”.  

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Segundo Liris esse momento foi enriquecedor para a escola, que sabe da importância de criar instrumentos que favoreçam o gosto pela leitura “hoje a educação é sustentada pela criatividade precisamos ser criativos, criar meios para favorecer a escrita e a leitura na vida dessas crianças” como também para as famílias, “teve pai que revelou que nunca tinha contado uma história para o filho outro aproveitou o momento para não só ler, mas também para uma conversa olho a olho com o filho”. 

ESCURO

Na família de Arthur a experiência foi dividida com a mãe Cacilda Oliveira e o pai João Freitas. “Num tempo onde a tecnologia é tão presente onde o tempo é tão curto, a gente sente que falta esse recolhimento, de estar num lugar reservado sem interferências externas, assim podemos ler e ouvir com mais atenção, a história do livro e o que o outro tem a dizer” explica Cacilda.

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ESTAÇÃO DA LEITURA 2015 – PEQUENOS LEITORES GRANDES AUTORES

31/08/2015

pequenos leitores

Quem disse que as crianças não podem produzir seus próprios livros? Na Girassol, elas não só podem, como escrevem e ilustram as suas histórias que são apresentadas durante a Estação da Leitura. Para quem já conhece esse trabalho, à visita a Exposição Pequenos Leitores é motivo de orgulho e alegria, mas para quem é novo na escola a exposição é uma grata surpresa.

Assim se sentiu a mãe de Giovanna e Isabella do 2º ano, Claúdia Valéria Panetta. “Minhas filhas entraram este ano na Girassol, então eu não sabia que tinha essa apresentação dos livros, estou emocionada” conta Claúdia. Para a mãe das gêmeas, um dos aspectos que mais chama atenção dela na escola é essa construção do conhecimento, “como minhas filhas vem de outro método de ensino, consigo perceber o quanto elas estão felizes sabendo que podem ao lado do professor compartilhar o conhecimento”.

Claudia e as filhas Giovanna e Isabella

Claudia e as filhas Giovanna e Isabella

Quem também compartilha desse sentimento é a mãe de Leonardo, do G4, Bruna Gicoveloso “é muito bom chegar na escola e ver que seu filho criou a história e fez o desenho, isso ajuda ele a despertar e a desenvolver a criatividade, a Girassol está de parabéns de proporcionar esse momento as crianças”. Já o pequeno autor Leonardo resume a atividade com apenas uma frase, “foi divertido!”.  

Bruna e o filho Leonardo

Bruna e o filho Leonardo

livros

ESTAÇÃO DA LEITURA 2015

28/08/2015

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“FAMÍLIA A NOSSA MELHOR AVENTURA”

05/08/2015

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Até o dia 26 de agosto o público pode conferir no Shopping Itaigara a Exposição “Família a Nossa Melhor Aventura” produzida pelos alunos dos G3 da Educação Infantil da Escola Girassol. “Essa exposição é uma oportunidade para que toda a família possa ver a criação das crianças, que mesmo tão pequenas, já se mostram tão criativas,” falou Velia Cotsifis, que fez questão de conferir o trabalho da sua neta.

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Quem estiver de passagem no Shopping Itaigara aproveite e de uma paradinha porque vale a pena ver de perto a criação dos alunos da Girassol.

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GIRASSOL É FINALISTA DO TROFÉU PRIME

22/07/2015

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Pelo segundo ano consecutivo, a Escola Girassol é uma das finalistas do Troféu Prime, prêmio que valoriza empreendimentos baianos em vários segmentos da sociedade. Nessa nova etapa de votação, são três os concorrentes ao Troféu de cada área. A Escola Girassol está na final, com outras duas escolas, na categoria Educação Infantil.

No ano passado, mesmo sem ter feito qualquer tipo de divulgação do prêmio, a Girassol ficou entre as finalistas na mesma categoria. Resultado que encheu de orgulho toda a família Girassol, composta por alunos, pais, professores e funcionários da Escola. O Troféu Prime é um prêmio criado pelo mercado publicitário da Bahia, que ganha ainda mais valor quando abre a possibilidade do público votar através da internet. Por isso, não deixa de ser um reconhecimento ao trabalho de mais de 40 anos na área de educação.

A votação é até o dia 13 de setembro de 2015 e pode ser feita no link: trofeuprime.canalprime.com.br

LEMBRANÇAS DE UMA ESCOLA COM 44 ANOS DE HISTÓRIA

08/06/2015

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Durante a Integração das Famílias, a Girassol preparou uma surpresa para alunos e ex-alunos: montou um memorial com fotos, objetos e vídeos que contam a história da escola que este ano completa 44 anos. “Eu e Aninha, vice diretora da Girassol, passamos horas reunindo todo este material, a cada foto uma lembrança, foi emocionante reviver estes momentos que fazem parte da nossa vida e de tanta gente” revelou Joseli Lordelo, educadora que há 38 anos trabalha na escola.

Joselia, educadora da Girassol

Joseli, educadora da Girassol.

Emoção que foi compartilhada também por ex-alunos da Girassol e que hoje tem filhos que estudam na escola, é o caso da Cristiane Paranhos, mãe de Beatriz e Bruna. Ela passou pela Girassol na década de 80 e uma das suas professoras foi justamente Joseli. “Isso aqui é um resgate da minha história, da minha infância, eu tenho total confiança nessa escola, fiz amigos e aqui passei por alguns dos melhores momentos da minha vida” conta Cristiane.

Ex-aluna Cristiane Paranhos e as filhas

Ex-aluna Cristiane Paranhos e as filhas

“Olho para essas fotos e um filme me vem à cabeça fui da primeira turma da escola quando a Girassol era uma casinha na rua Amazonas, sai em 1977” diz Rose Mary Yanetpy, mãe de Matheus do G3. Para Rose estes dias de integração servem para rever a sua história e amigos “acho uma grande oportunidade poder estar aqui ao lado do meu filho”.

Rose Mary Yanetpy, ex aluna da Girassol

Rose Mary Yanetpy, ex aluna da Girassol

Quem também fez muitos amigos foi o ex-aluno Anderson Gazinei, pai de Matheus e Natália que também estudam na Girassol. Segundo Anderson, todos os seus melhores amigos ele conheceu na Girassol “por isso eu não perco por nada estes sábados que a escola proporciona, acabo encontrando muita gente querida, sempre falo para os meus filhos que toda a base da minha vida eu fiz aqui, tudo começou na Girassol” finaliza Anderson.

Anderson Gazineu, ex-aluno, com a família.

Anderson Gazineu, ex-aluno, com a família.

Até mesmo quem não é ex-aluno mas é pai de aluno se sente parte dessa história, como conta Samuel Ferreira, pai de Alexandre do G3 e de Filipe, que já saiu da escola, “tem 15 anos que estou convivendo com a Girassol, sinto como se fosse da família”.

Samuel Ferreira e a família

Samuel Ferreira e a família

Na sala do memorial foi colocado um livro de mensagens numa delas dizia “parabéns pelo evento ! sou aluno fundador e gostei de relembrar ! Hoje estou com 49 anos e minha filha Yasmin Marinho Grifi, faz parte disso”. Assinado Angelo Grifi.

MOVIMENTO ESCOLA SEGURA SE REÚNE COM REPRESENTANTES DA SEGURANÇA DO ESTADO

21/05/2015

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A Escola Girassol apoia e vem acompanhando de perto o Movimento Escola Segura, que temo como objetivo buscar soluções junto ao Governo do Estado para a redução da violência em volta das escolas principalmente da área do Itaigara, Pituba e Caminho das Árvores.  Os representantes do Movimento Escola Segura já tiveram duas reuniões com representantes da Secretária de Segurança do Estado da Bahia, como explica Maria Dulce Baleeiro uma das integrantes do Movimento e que participou da reunião, leia o depoimento dela na íntegra :

Tivemos mais uma rodada de reunião. Dessa vez, os trabalhos foram conduzidos pelo Coronel Uzêda (Comandante de Operações da PM e o Delegado Carlos Habib- Depto de Policia Metropolitana). Foram apresentados alguns projetos em andamento, no âmbito da Polícia Militar, que se adequam ao propósito do nosso Movimento, e que serão apresentados, em breve, às Escolas e às famílias.

O ponto mais importante da reunião diz respeito ao compromisso que o MOVIMENTO ESCOLA SEGURA deve ter em ser o vértice do triângulo, ligando SEGURANÇA PÚBLICA e ESCOLAS, fazendo com que os projetos e ações propostas sejam eficientes e eficazes no combate e prevenção à criminalidade, e que as Escolas aceitem colaborar com tais ações, admitindo as Polícias Civil e Militar como parceiras imprescindíveis à consecução da PAZ.

O MOVIMENTO ESCOLA SEGURA, partindo da premissa de que a segurança patrimonial (particular) não é capaz de resolver os problemas de crimes e violência que circundam as escolas, propõe a PARCERIA entre SEGURANÇA PÚBLICA e ESCOLA.

O próximo passo será participarmos de reunião com os Diretores das Escolas e as Polícias Civil e Militar, para exposição das ações concretas. Vamos nos manter unidos, fortalecidos e atuantes.

BRINQUEDOS DE TELA HERÓIS OU VILÕES ?

14/04/2015

thumbs.web.sapo.ioEm plena terça-feira à noite, o auditório da Escola Girassol ficou cheio de pais com inúmeras dúvidas sobre este mundo pós-moderno rodeado de tecnologia. A palestra, que na verdade foi uma grande roda de conversa, teve como mediadora a Claudia Mascarenhas Fernandes, Doutora em Psicologia Clínica pela USP-SP. Claudia introduziu o assunto,  apresentando dois artigos escritos pela psicóloga: A Criança Preocupada e A Casa Invadida. No artigo A Criança Preocupada, Claudia chama atenção das famílias para o crescente números de crianças inseguras em relação ao próprios pais que querem dar tudo para os seus filhos, “para  uma  criança  ser  criança  ela  precisa  parar  de  se  preocupar,  ter a  capacidade  de  se desligar dos problemas ou assuntos de adultos“.

(Você pode ler o texto inteiro neste endereço: http://vivainfancia.org.br/Crianca%20Preocupada.pdf)

Já no texto a Casa Invadida, Claudia explica a dificuldade que temos de fechar todas as portas da nossa casa, já que a todo momento a casa está sendo invadida por informações e imagens que os objetos eletrônicos de telas e a internet trazem para dentro do nosso lar. Uma reflexão que aponta para o assunto principal, até que ponto os brinquedos de tela são heróis ou vilões? Segundo a psicóloga, humanos precisa se relacionar com humanos, é necessário o contato do outro para a formação psicomotora e para a constituição da psique.

Brinquedos que dispensam a relação com o outro acaba gerando um afastamento. Nos primeiros 3 anos de vida, principalmente, as crianças precisam dessa relação com o humano é a fase da experimentação, é onde elas começam a entender os limites. Claudia diz que ela percebe que as crianças estão sendo economizadas da relação com o outro “hoje em dia a gente chega num restaurantes e todas estão com um tablet ou celular na mão, a relação social que aquele momento proporciona acaba não acontecendo. Eu vejo crianças de 3 até 7 anos muito ágeis no computador mas que não sabem calçar o sapato, e isso acaba tendo uma consequência” explica Claudia. Durante toda a palestra as famílias participaram com perguntas e colocações e todos concordam que tudo isso é muito novo, esse novo ambiente com tanta tecnologia é novidade não só para as crianças como também para os adultos, por isso muita gente não sabe como agir e se comportar. Para a psicóloga o melhor a fazer é buscar o equilíbrio, cortar os excessos e determinar um horário. “Muito tempo fora da realidade não é bom pra ninguém” conclui Claudia Mascarenhas.

REGRA EM JOGO É O TEMA DA GINCANA 2014

07/10/2014

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Desde a entrada da escola, passando pelos corredores e salas, a Girassol virou um enorme jogo de tabuleiro. A decoração está em plena sintonia com o tema da Gincana deste ano, Regra em Jogo.

A ideia começou no semestre passado, já que o tema Regra em Jogo faz parte do projeto unificado da Escola. Segundo Rosa Silvany, diretora da Girassol, “é um tema que precisa ser revisto por todos nós. As regras são criadas para benefício de um grupo social. Vem-se observando que elas passam a ser vistas em benefício próprio. Envolver todos, saber o que pensam, o que mais incomoda, talvez faça-nos chegar ao mesmo lugar, ou seja, precisamos atender as regras para uma boa convivência , talvez faça-nos refletir conjuntamente, aprendendo na diversidade e, talvez, faça-nos construir um mundo melhor a partir de nós mesmos e do nosso entorno.”

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E nada melhor do que a Gincana, para que as crianças possam vivenciar as regras, por isso todas as brincadeiras e competições vão trabalhar o tema. A começar pela música deste ano, a letra da professora Tatiana Rocha, fala que para “conviver bem, regras foram feitas para seguir….se ao pedir, diz por favor, ao receber, muito obrigado, o amigo nunca fica magoado.”

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VEM AÍ A ESTAÇÃO DA LEITURA 2014 GIRASSOL

27/08/2014

ESAÇÃO DA LEITURA

Estação da Leitura 2014 vai homenagear os mestres da escrita, Rubem Alves, João Ubaldo e Ariano Suassuna que morreram recentemente, mas deixaram um grande legado na literatura brasileira.  A Estação ainda vai apresentar a produção literária dos alunos chamada de “Pequenos Leitores Grandes Autores” e as exposições “Denissena Arte em Grafite” e “Esculturas e Quadros em Jornal”.

A Estação da Leitura começa já na sexta-feira com a feira de livro no pátio da Escola, nessa feira as crianças e as famílias tem a oportunidade de ver as novidades do mercado literário infanto juvenil. Já no sábado, além da feira e das exposições, acontece também oficinas e peças de teatro. Então se preparam, que o sábado vai ser de muito cultura e diversão para toda a família na Girassol.

Ah! Não podemos esquecer que a ilustração acima, criada especialmente para a Estação da Leitura, foi feita pelas as alunas Yasmin e Isabella do 4° ano.

FAMÍLIA SE FAZ JUNTO….

08/08/2014

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A Escola Girassol, mais uma vez convida alunos, pais, funcionários e a família para refletir sobre a data do Dia dos Pais. Mais que uma data comercial e especial vamos pensar nela como um todo,  pensar no Pai que existe em todo núcleo familiar, seja ele o Pai Mãe,  Pai Avô,Pai Padrinho ou de quem realmente desempenha este papel na vida da criança.

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MÃE PAI, MÃE AVÓ, MÃE TIA, MÃE DRASTRA, MÃE DINDA, MÃE FAMÍLIA…..

10/05/2014

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O Dia das Mães foi criado nos Estados Unidos, em 1914. No Brasil, a data foi oficializada em 1932, pelo presidente Getúlio Vargas. Na maioria dos países a data é comemorada como no Brasil, no segundo domingo de maio, já em Portugal é celebrada no primeiro domingo de maio. (fonte Wikipédia)

De lá pra a cá a data se transformou no maior lucro do comércio depois do Natal, o apelo comercial do ter que comprar um presente muitas vezes se sobrepõem ao real sentimento da data, que é apenas homenagear a mãe, ou quem faz o papel de mãe para o filho.Até porque, a família da contemporaneidade mudou muito como mostra o último Censo Demográfico do IBGE de 2010. A família brasileira se multiplicou, em pelo menos 50,1% dos lares existem outros tipos de arranjos familiares, diferente do tradicional pai, mãe e filho. (fonte O Globo)

Em uma palestra na Escola Girassol, o psicólogo e terapeuta família Alexandre Coimbra Amaral falou sobre essas  mudanças “a família não está em crise, como alguns insistem em dizer, mas está sendo pulverizada”. Essa mudança, é vivida todos os dias na Escola, segundo Rosa Silvany, diretora da Girassol, cerca de 40% dos alunos tem 2 casas, as vezes com irmãos que não são filhos dos mesmos pais por exemplo.

Mas independente da mudança estrutural, o psicólogo e a educadora concordam que a base da família continua sendo o afeto, o respeito, a comunicação e o apoio. Afinal a primeira casa é o mundo e o primeiro lugar a acolher as diferenças é a FAMÍLIA.

 

PIPO, FILHOS E LIBERDADE

01/05/2014

 

JARDIM

Pipo foi “batizado” logo que chegou, transformando em extraordinária uma tarde habitual das meninas. Nena foi a primeira a avistá-lo, o que significou sua sobrevivência, já que numa casa com dois gatos, um pequeno pássaro transforma-se rapidamente em sobremesa. 

Popó, é como Nena nos seus quase dois anos chama toda ave que encontra, ela gritava e apontava para debaixo da estante da cozinha. Ceci, já com quase oito, astuta que só, percebeu a aflição da irmã e correu para ver o que se passava. Pipo, estava assustado e visivelmente machucado nas patas e em uma das asas, mal conseguia ficar de pé. Ceci conseguiu pegá-lo, afastando-o da curiosidade dos gatos, que já se aproximavam. Ela improvisou uma casinha numa garrafa plástica cortada, deu-lhe água e mamão, sob o olhar atento de Nena.

Quatro anos antes, morávamos em uma casa e Ceci encontrou um outro pássaro, bem pequenino caído no jardim, muito debilitado, possivelmente de um dos ninhos de uma árvore próxima. Como não tínhamos onde colocá-lo e já criávamos um dos gatos, compramos uma gaiola. Tentamos dar água e comida para depois soltá-lo mas ele não resistiu, foi a primeira experiência de Ceci com a morte. Fizemos o enterro no jardim. Não tínhamos o que fazer com a gaiola, dessa forma customizamos com algumas fitas coloridas, laços, e pássaros de madeira. Uma forma de recordação.

No encontro com Pipo, Ceci não lembrou da gaiola, já tinha improvisado uma “caminha” na garrafa plástica, para ela assim ele já estava protegido. Percebemos que com a pata machucada e sem conseguir voar seria presa fácil para os gatos, lembramos da gaiola e o colocamos lá, com água a disposição, penduramos na janela do quarto das meninas. Pipo, diferente do primeiro pássaro mostrava-se forte e mais disposto.

Ceci e Nena entenderam a necessidade da gaiola e trataram de enfeitá-la ainda mais, até pintando as grades com batons para deixá-la com menos cara de prisão. Compramos alpiste e um potinho para água, quando podia Ceci sempre o acariciava, dava comida direto na boca e ele ficava tranquilo em suas mãos, Nena observava tudo.

Com os dias Pipo foi melhorando, tentava saídas da gaiola e já piava, colocando a cabeça entre as grades, o que o deixou com a papada vermelha devido os batons de Ceci. Depois de quatro dias, ele já ensaiava pequenos vôos, o tirávamos da gaiola, soltávamos no quarto e observávamos. Não voava tão alto e ainda se atrapalhava para pousar, percebemos que a patinha não estava firme. Dessa forma precisava de mais um tempo de cuidados.

Depois de uma semana ele voou longamente por todo o quarto e foi em direção da janela, mas não saiu. Devido a altura do prédio conversamos com Ceci que o levaríamos com a gaiola para o nível do chão e o soltaríamos, para ele tentar voar sem perigo, mas ela não aceitou. Achou que se ele não saiu era porque não queria ir embora. Não quis participar dessa “soltura” e mal quis se despedir, com os olhos marejados.

Desci com Nena e curiosamente quando soltamos Pipo em ambiente aberto ele não conseguiu voar, somente caminhava de forma cambaleante. Seria devorado facilmente por gatos ou até por ratos. Trouxemos então ele de volta para casa, Ceci enxugou as lágrimas e o recebeu com carinho. No mesmo dia, a tarde, Ceci o soltou no quarto, ele voou livremente e saiu pela janela em direção de uma árvore. Ela olhou pela janela, surpresa, mas feliz. Orgulhosa, avisou para todos nós.

Na manhã do dia seguinte, entrando no prédio, ouvi um piado igual ao de Pipo, olhei ao redor e avistei um pássaro parecido. Ele voou para dentro do prédio e pude ver de perto, a papada vermelha manchada do batom de Ceci, demonstrava que era ele, andou na mureta de madeira, uma das patas ainda em falso, mas voou novamente, retornando para a árvore. Cecília ficou em êxtase quando contei a ela. Tentamos outras vezes encontrá-lo, mas nada.

Hoje completa uma semana que Ceci foi passar o carnaval viajando com o avô, falei com ela pela manhã, felicíssima com as andanças, volta logo mais.

Por César Fernando de Oliveira

(cineasta e pai de um aluna da Girassol)