BRINQUEDOS DE TELA HERÓIS OU VILÕES ?

thumbs.web.sapo.ioEm plena terça-feira à noite, o auditório da Escola Girassol ficou cheio de pais com inúmeras dúvidas sobre este mundo pós-moderno rodeado de tecnologia. A palestra, que na verdade foi uma grande roda de conversa, teve como mediadora a Claudia Mascarenhas Fernandes, Doutora em Psicologia Clínica pela USP-SP. Claudia introduziu o assunto,  apresentando dois artigos escritos pela psicóloga: A Criança Preocupada e A Casa Invadida. No artigo A Criança Preocupada, Claudia chama atenção das famílias para o crescente números de crianças inseguras em relação ao próprios pais que querem dar tudo para os seus filhos, “para  uma  criança  ser  criança  ela  precisa  parar  de  se  preocupar,  ter a  capacidade  de  se desligar dos problemas ou assuntos de adultos“.

(Você pode ler o texto inteiro neste endereço: http://vivainfancia.org.br/Crianca%20Preocupada.pdf)

Já no texto a Casa Invadida, Claudia explica a dificuldade que temos de fechar todas as portas da nossa casa, já que a todo momento a casa está sendo invadida por informações e imagens que os objetos eletrônicos de telas e a internet trazem para dentro do nosso lar. Uma reflexão que aponta para o assunto principal, até que ponto os brinquedos de tela são heróis ou vilões? Segundo a psicóloga, humanos precisa se relacionar com humanos, é necessário o contato do outro para a formação psicomotora e para a constituição da psique.

Brinquedos que dispensam a relação com o outro acaba gerando um afastamento. Nos primeiros 3 anos de vida, principalmente, as crianças precisam dessa relação com o humano é a fase da experimentação, é onde elas começam a entender os limites. Claudia diz que ela percebe que as crianças estão sendo economizadas da relação com o outro “hoje em dia a gente chega num restaurantes e todas estão com um tablet ou celular na mão, a relação social que aquele momento proporciona acaba não acontecendo. Eu vejo crianças de 3 até 7 anos muito ágeis no computador mas que não sabem calçar o sapato, e isso acaba tendo uma consequência” explica Claudia. Durante toda a palestra as famílias participaram com perguntas e colocações e todos concordam que tudo isso é muito novo, esse novo ambiente com tanta tecnologia é novidade não só para as crianças como também para os adultos, por isso muita gente não sabe como agir e se comportar. Para a psicóloga o melhor a fazer é buscar o equilíbrio, cortar os excessos e determinar um horário. “Muito tempo fora da realidade não é bom pra ninguém” conclui Claudia Mascarenhas.

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