Todo cuidado é pouco quando o assunto é “fogos e crianças”. Mesmo os fogos considerados simples, como os traques e as estrelinhas é preciso ter atenção na hora de manusear. Pra começar, ler as informações do fabricante contidas na caixa.
No último fim de semana, o Procon-BA apreendeu mais de 4.500 produtos irregulares em 14 lojas de fogos de artifício localizadas na Avenida Paralela, em Salvador. De acordo com o órgão, produtos como vulcões e espadas estavam sem instruções de uso, bombinhas sem rotulação e informações do fabricante, além da ausência de prazo de validade e do preço.
Segundo o coronel Vasconcelos, do Corpo de Bombeiros “os pais devem respeitar a faixa etária contida na rótulo, procurar um lugar apropriado e principalmente não deixar as crianças brincando com fogos sozinhas”. Para o coronel Vasconcelos, o único que não oferece risco as crianças são os estalos ou traques, os outros devem ser manuseados com o máximo de atenção.
De acordo com o Ministério da Saúde 296 pessoas foram internadas por queimadura na Bahia nos últimos três anos. O estado tem o maior número de internamento de vítimas de fogos no país. Mãos e braços são as partes do corpo mais atingidas em queimaduras, e as crianças são as mais lecionadas. Segundo especialistas, o ferimento deve ser tratado imediatamente.
EM CASO DE QUEIMADURAS – O cirurgião plástico Carlos Briglia, coordenador do Centro de Tratamento de Queimados do HGE, diz que “em casos de queimaduras, não devem ser usadas receitas caseiras. A região afetada deve ser lavada com água corrente e protegida com uma compressa úmida.” “Em seguida, o paciente deve buscar atendimento médico especializado”, recomenda.














